Quais as principais características da síndrome cleidocraniana?

Quais as principais características da síndrome cleidocraniana?

Uma doença rara, pouco conhecida e com uma nome complicado, a síndrome cleidocraniana ganhou destaque após a explosão mundial da série Strange Things, um dos maiores sucessos da Netflix. Isso porque o ator Gaten Matarazzo, que vive o personagem Dustin, um dos adolescentes do grupo de amigos que vive diversas aventuras no mundo investido durante a série, na vida real é um portador da síndrome cleidocraniana que também é pauta na ficção.

 

Mas você sabe o que realmente é a síndrome cleidocraniana, suas causas, principais características e os problemas enfrentados por quem convive com ela? Vamos explicar tudo para você neste artigo. Continue a leitura e descubra tudo sobre a doença!

 

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O que é a síndrome cleidocraniana?

 

A síndrome cleidocraniana, também conhecida como disostose cleidocraniana, é uma doença rara que atinge uma a cada um milhão de pessoas no mundo. Desenvolvida por causas genéticas e hereditárias, trata-se de uma displasia que gera a desordem das estruturas esqueléticas que alteram não apenas a remodelação óssea, como também o processo de formação, desenvolvimento e nascimento dos dentes.

 

Ela é causada por mutações no gene CBFA1/RUNX2, devido a um fator de transcrição que ativa a diferenciação osteoblástica localizado no cromossomo 6p21. A primeira vez que ela foi descrita pela medicina foi no ano de 1898, como uma série de anomalias nas clavículas, crânio, dentes supranumerários, baixa estatura, transtornos na calcificação de ossos largos, pelve e coluna vertebral.

 

Os ossos mais afetados são as clavículas, que podem ser ausentes ou de tamanho reduzido, e os ossos do crânio. Além disso, pessoas que sofrem com a síndrome também podem apresentar a aproximação dos ombros em direção ao centro do corpo. 

 

Como é feito o diagnóstico da síndrome cleidocraniana?

 

Quais as principais características da síndrome cleidocraniana?


O diagnóstico é feito por meio de um exame clínico visual, pois a doença apresenta características físicas marcantes que são suficientes para identificar a patologia, como: baixa estatura, cabeça um pouco maior do que o que é considerado normal para a idade ou tamanho corporal, relevância na parte externa dos ossos do crânio, aumento da distância entre os olhos e da base larga do nariz mais achatada do que o considerado como normal pela medicina.

 

Além disso, o sintoma marcante e característico do ator de Stranger Things, é comum que o paciente tenha poucos dentes visíveis na boca.  Por outro lado, apresentam dentes extranumerários, dentes a mais do que a quantidade normal. A maioria deles é incluso, ou seja, só pode ser observado através de radiografias odontológicas.

 

Como os portadores da síndrome cleidocraniana não trocam a dentição decídua, popularmente chamada de “dentes de leite”, pela dentição permanente, eles mantêm muitos dentes inclusos, que não nascem. Se, por acaso, o paciente afetado pela doença perder algum dos seus dentes de leite por cárie ou alguma doença periodontal, os dentes permanentes ou até mesmo os extranumerários mencionados acima não nascem, ficando o espaço vago na gengiva.

 

Isso acaba dando a impressão de falta de dentes na boca do paciente, o que dá a impressão e gera o estigma de que a pessoa não tem dentes e que o problema é apenas relacionado à saúde bucal, quando não é. Trata-se de um fator genético e hereditário. Outros sintomas odontológicos que também indicam a síndrome cleidocraniana é o céu da boca profundo, com uma cavidade côncava maior que a habitual e a má formação dos seios da face.

 

Por isso, é fundamental que o paciente que sofre com a síndrome cleidocraniana tenha acompanhamento médico e odontológico constante para ter cada vez mais qualidade de vida, mesmo convivendo com a doença.

 

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Síndrome cleidocraniana tem cura ou tratamento?

 

Infelizmente a síndrome cleidocraniana não tem cura por se tratar de uma anomalia óssea genética e hereditária. A maioria dos pacientes consegue desempenhar suas funções fisiológicas e atividades físicas normalmente, com poucas limitações e incômodos. Inclusive, é importante ressaltar que os pacientes portadores da síndrome cleidocraniana não sofrem com dores para realizar as duas atividades. O corpo, ao longo do tempo, se adapta às limitações para desempenhar suas funções.

 

O que é comum é a necessidade do apoio odontológico por conta das complicações orais decorrentes da doença. É comum a realização da extração dos dentes decíduos e extranumerários de forma progressiva. Dessa forma e com a ajuda do tracionamento ortodôntico os dentes permanentes conseguem nascer.  O ideal é que o procedimentos de extração ocorra ainda na infância, preferencialmente na fase de crescimento ósseo.

 

Assim, minimizam-se os riscos de problemas relacionados a altura da face e mandíbula, além do prognatismo mandibular, problema oral causado pela projeção do queixo para a frente em relação ao rosto.

 

Para encerrar…

 

Se você estava curioso para saber mais sobre a doença que afeta o querido personagem Dusty do elenco de Stranger Things, sua sede por conhecimento foi saciada. Agora você já conhece tudo sobre a síndrome cleidocraniana, sua causa, principais características e formas de tratamento.

 

Inclusive, após ler esse artigo você também já sabe que a doença não é parte da característica do personagem adolescente da série, mas sim algo que faz parte da vida dele como pessoa e que foi abordada pela série, ajudando a quebrar tabus, estigmas e preconceitos que ainda existem em torno da doença, por conta dela ser tão rara e desconhecida pela maioria das pessoas.

 

Como vimos, é possível conviver bem com a doença e se adaptar às suas limitações. Graças ao avanço da odontologia, os pacientes podem, por meio de procedimentos considerados até que simples, sem grandes riscos, viver com seus dentes permanentes como uma pessoa saudável e ter cada vez mais qualidade de vida.

 

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