Como curtir o carnaval mantendo a sua saúde bucal em dia

Como curtir o carnaval mantendo a sua saúde bucal em dia

Curtir o carnaval é bacana, mas manter a saúde bucal em dia é ainda melhor. Ainda que os quatro dias de carnaval passem rápido, precisamos ter alguns cuidados básicos.

 

Passar dos limites durante o feriado sem se preocupar com os excessos pode, sim trazer vários prejuízos para a sua saúde bucal e culminar na contração de doenças sérias.

 

Quer saber mais a respeito? Nós te explicamos!

 

Você sabe do perigo que o carvão ativado causa nos seus dentes? Leia o nosso último artigo.

 

A importância de uma boa saúde bucal

 

Responsável pela fala, respiração e mastigação, a maior cavidade do corpo que chega a ter contato direto com o ambiente externo é a boca.

 

É por isso que ela pode ser facilmente infectada por bactérias e outros microorganismos que podem ser prejudiciais à nossa saúde.

 

Tendo em vista que a boca interage com praticamente todas as estruturas do nosso corpo, é importante que tenhamos um cuidado especial em relação a ela. O fato é que o hábito de manter uma higiene oral não é recente. A prática era comum entre os sumérios muitos anos antes de Cristo.

 

Quando não há higiene, doenças bucais podem surgir e outras já existentes, como doenças cardiovasculares e diabetes, agravadas.

 

Uma boa saúde bucal começa por uma higiene bem feita no local, o que reduz o risco de desenvolver problemas bucais e dentários.

 

O ideal é prevenir-se sempre que possível, principalmente por meio do cuidado dental diário e de manutenções preventivas realizadas com a frequência definida pelo odontólogo.

 

Uma doença silenciosa. Quais são as causas do câncer de boca e como tratar a doença

 

Os perigos do carnaval

 

Como curtir o carnaval mantendo a sua saúde bucal em dia

 

O carnaval é esperado por muitos por ser uma data conhecida pelas festas, bebidas e beijos em desconhecidos. Não é por menos que o período é repleto de excessos que devem, sempre que possível, ser evitados.

 

Beijar um estranho pode parecer inofensivo, mas o ato pode vir acompanhado por doenças transmitidas pela boca e saliva.

 

“O risco é ainda maior no carnaval, pois temos a tendência de comer pouco e beber muito, o que faz com que nosso organismo fique mais suscetível”.

 

Como adverte o Dr. Fábio De Abreu Alves, Presidente da Câmara Técnica de odontologia do Conselho Regional de odontologia de São Paulo (CROSP).

 

Como não conhecemos a pessoa, não temos nenhuma garantia de que ela não poderá nos infectar.

 

Algumas doenças que podem ser contraídas.

 

Mononucleose

 

Popularmente conhecida como doença do beijo, é uma delas.

 

Causada pelo vírus Epstein-Baar, alojado na região da amígdala, seus sintomas podem ser facilmente confundidos com uma simples virose.

 

Febre alta, ínguas, dores musculares, de cabeça e garganta…

 

Além dos principais sintomas, algumas pessoas podem apresentar vermelhidão pelo corpo, da mesma forma que em doenças como o sarampo e a rubéola, e icterícia (pele e branco dos olhos amarelados).

 

O paciente pode sentir-se assim por até três semanas e o cansaço é praticamente inevitável.

 

De acordo com Celso Granato, médico infectologista do Fleury Medicina e Saúde, recomenda que, após o tratamento, sejam esperados no mínimo 15 dias antes do retorno às atividades usuais, como trabalho e prática de esportes.

 

Até hoje, nenhuma vacina foi desenvolvida para impedir a contaminação pelo vírus e, uma vez que a pessoa contrai a doença, ele nunca mais sai do organismo.

 

Há apenas uma opção: tratar os sintomas até que o organismo melhore.

 

Entretanto, os mesmos serão mais brandos a cada vez que o vírus for ativado novamente.

 

Herpes simples

 

Por outro lado a herpes simples, uma das doenças transmitidas pelo beijo mais conhecidas, tem sintomas mais visíveis.

 

É comum o surgimento de bolhas pequenas e doloridas na região dos lábios quando o vírus está ativo.

 

Se a outra pessoa tiver a lesão, o risco de contágio é enorme e o ideal é evitar o beijo.

 

De qualquer forma, não há garantia certeira, pois a transmissão pode ocorrer mesmo quando o portador não tem nenhuma lesão aparente.

 

O infectologista do Hospital Santa Cruz de São Paulo, Ricardo Cantarim Inacio, afirma que mais de 96% apresentam sorologia positiva para herpes por já terem tido o contato com o vírus.

 

É comum, todavia, que o mesmo não se manifeste em algumas pessoas com tanta facilidade.

 

Os fatores de reativação do vírus incluem luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou infecções que diminuam a imunidade do corpo.

 

A lesão e as dores na região são acompanhadas por um pouco de febre.

 

Já o tratamento é mais simples e exige o uso de pomadas ou comprimidos, dependendo da recomendação profissional feita a partir do diagnóstico clínico.

 

Saiba mais sobre Tártaro nos dentes: o que é e como tratar o problema?

 

Sífilis

 

Em situações mais inusitadas, há a possibilidade de contrair sífilis, uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

 

Uma pessoa portadora da doença pode ter uma lesão não dolorosa e, ao beijar, transmitir a bactéria.

 

As primeiras lesões costumam aparecer entre três e quatro dias.

 

Diferentemente das outras, a sífilis é curável e pode ser tratada com altas doses de penicilina benzatina em qualquer unidade básica de saúde.

 

Gripe

 

A mais inofensiva das doenças transmissíveis pela boca é a gripe.

 

Apesar de sua incidência ser menor durante o período do carnaval em razão da sazonalidade, a transmissão é possível.

 

Dicas para manter a saúde bucal em dia e curtir o carnaval

 

Como curtir o carnaval mantendo a sua saúde bucal em dia

 

Os cuidados com a saúde bucal não devem começar quando as festividades chegarem.

 

A prevenção é essencial e, por isso, é interessante visitarmos um profissional odontólogo frequentemente.

 

Um dos passos mais básicos é a escovação adequada, ao menos três vezes por dia, e o uso do fio dental diariamente.

 

Devemos ter atenção aos nossos hábitos. Abrir embalagens ou garrafas com os dentes, por exemplo, é prejudicial.

 

Bons hábitos incluem manter uma alimentação saudável e uma boa higiene bucal.

 

O consumo de bebidas alcoólicas diminui a produção de saliva, reduzindo a proteção dos dentes contra acidez e auxiliando a remoção de partículas de alimentos.

 

A desidratação, por sua vez, acarreta mau hálito.

 

Caso não seja evitado, deve-se alternar o álcool com goles de água proporcionais à quantidade consumida.

 

As bebidas açucaradas, como os refrigerantes, contribuem para a desmineralização do esmalte dental e, consequentemente, o surgimento de cáries.

 

O uso de protetor solar nos lábios também é importante para a hidratar a boca, mesmo quando não houver exposição ao sol por um tempo prolongado.

 

Ao consultar com um dentista, a orientação será ainda mais adequada às suas necessidades.

 

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assinatura Dr. Sorriso

 

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